Será que existem caminhos mais curtos? Assim se questionava. Porque os seus caminhos tinham que ser os mais longos e cheios de curvas, quando as vezes o que a Menina queria era apenas seguir reto?
Cansada, fisicamente exausta. Já não caberia pensamentos e reflexões mirabolantes sobre a sua vida e o que seria dela daquele ponto em diante. Preocupava-lhe não estar preocupada. Tinha assuntos que ainda precisavam ser resolvidos mas ela tinha preguiça. A Menina dos Óculos Vermelhos só conseguia enxergar camas, travesseiros e copos d'água na sua frente. Nada a mais do que isso .E o coração? Trancado em uma gaveta pois já não tinha mais "terreno" para as suas artimanhas. Assim que possível e encontrasse uma brecha na agenda da Menina, ele voltaria. Enquanto isso seguia a menina, seguia, a menina... seguia...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A Menina dos óculos vermelhos sentia-se bem hoje. O motivo não era aparente e ela mal saberia explicar caso fossem questionados os seus sorrisos. O coração estava cheio de amor, abastecido de carinho e ela tinha apenas em mente a vontade de retribuí-lo, viesse de onde viesse.
Prestativa, mais paciente, querendo ajudar sem pensar em troca. Seus pensamentos andavam mais suaves e ela já não pensava com desespero nos assuntos que ainda lhe pendiam o coração.
E quando analisava que tinha tudo para ser feliz, o sorriso brotáva-lhe dos olhos e ela já não poderia mais pensar em como não acreditar na força maior que movia os mundos.
Prestativa, mais paciente, querendo ajudar sem pensar em troca. Seus pensamentos andavam mais suaves e ela já não pensava com desespero nos assuntos que ainda lhe pendiam o coração.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
76 dias para o final do ano, pensava a Menina. O que poderia ser feito em 76 dias? O que poderia mudar ou acontecer de novo na sua vida em 76 dias? Não tinha muitos motivos para acreditar em alguma reviravolta, até porque sua vida não estava tão ruim que necessitasse de alguma virada espetacular. Seguia o curso que havia programado desde o ano anterior e as coisas pareciam que estavam se encaixando em sua vida pessoal/profissional.
Pessoal/profissional? Sim, e nessa definição não se enquadrava a /amorosa. Ah... essa nunca estava bem. Esperava demais, ansiava demais algo que talvez nunca existisse. Talvez passasse a existir o dia que ela parasse de crer em príncipes e começasse a acreditar em bruxas.
Pessoal/profissional? Sim, e nessa definição não se enquadrava a /amorosa. Ah... essa nunca estava bem. Esperava demais, ansiava demais algo que talvez nunca existisse. Talvez passasse a existir o dia que ela parasse de crer em príncipes e começasse a acreditar em bruxas.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A menina dos óculos vermelhos andava meio intrigada com a vida e com as resoluções que não conseguia tomar, com os rumos que esperava dar mas não dava a sua vida. No jogo do "deixa a vida me levar" ela aguardava ansiosa o que lhe estava reservado.
Devia haver algo. Ela sabia que decisões deveriam ser tomadas para que coisas boas pudessem acontecer e por isso andava perdida em meio a tantos pensamentos e promessas de felicidade. Cobrava muito essa tal felicidade e ela nunca que chegava.
Tinha tanto amor no coração, tanta coisa boa em seu peito para compartilhar. Magias, sonhos e promessas. Como a promessa de ser verdadeira, de não mais se esconder. Confiara em suas próprias palavras e mantinha vivo o desejo de ser ela mesma, que o seu príncipe poderia não a reconhecer se fingisse ser outra. E assim seguia.
Entre conversas, bebidas e sorrisos, conhecera um sapo. Dedicou-se ao papo sem pensar em nada, sem previsões. E foi tudo tão bom. Agora espera o sapo se transformar em príncipe. Só não sabe se o ajuda ou espera.
A bendita espera que a acompanha.
Devia haver algo. Ela sabia que decisões deveriam ser tomadas para que coisas boas pudessem acontecer e por isso andava perdida em meio a tantos pensamentos e promessas de felicidade. Cobrava muito essa tal felicidade e ela nunca que chegava.
Tinha tanto amor no coração, tanta coisa boa em seu peito para compartilhar. Magias, sonhos e promessas. Como a promessa de ser verdadeira, de não mais se esconder. Confiara em suas próprias palavras e mantinha vivo o desejo de ser ela mesma, que o seu príncipe poderia não a reconhecer se fingisse ser outra. E assim seguia.
Entre conversas, bebidas e sorrisos, conhecera um sapo. Dedicou-se ao papo sem pensar em nada, sem previsões. E foi tudo tão bom. Agora espera o sapo se transformar em príncipe. Só não sabe se o ajuda ou espera.
A bendita espera que a acompanha.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Ela só sabia que precisava fazer terapia. Até então seus analistas tinham sido a música, o livro e as páginas em branco de seu velho amigo. Como podia em tão terna idade resolver e passar por problemas de uma gente grande que não era? Abalava-se a menina dos óculos vermelhos. Abalava-se com os milhões de questionamentos e "ses" que circulavam por sua cabecinha. Mas mesmo assim poderia se considerar uma pessoa de sorte pois sabia escrever e isso muitas vezes bastava-lhe.
Era juíza de seus atos e ninguém melhor do que ela para cobrar, mandar e desmandar seus próprios pensamentos. Tinha 32 anos e ainda não sabia o que queria ser quando crescesse. Talvez estivesse na hora.
Era uma menina em idade de mulher, refugiada em terras de faz-de-contas. Apreciadora da arte em toda a sua mais remota e espontânea manifestação, desde que sadias. Cresceu regida por Vênus e talvez por isso contava com várias derrotas quando o assunto era amor. Que mal há em amar?
O coração andava quieto e ela já nem se lembrava da última vez que o havia sentido dentro do peito achando que permaneceria assim por um longo tempo. Ledo engano, chegava o carnaval.
Ah! O carnaval... festa mundana e feliz de um povo sofrido. Ela se enquadrava nesse povo mundano sofrido e ansiava por aquela época do ano como ninguém. Com suas amigas programou apostas e corridas de maiores números de beijos, não importando cor, tamanho ou beleza. Saiu na frente. Logo ao primeiro dia disparou na contagem dos beijos desconhecidos e já era apontada como a possível grande vencedora da competição carnavalesca. Até que um olhar... não um beijo, um olhar que lhe ardia a alma surgiu entre marchinhas e fantasias. São seis anos passados desse olhar e ela agora poderia lembrá-lo como se fosse ontem. Esses clichês verdadeiros de amor.
Era juíza de seus atos e ninguém melhor do que ela para cobrar, mandar e desmandar seus próprios pensamentos. Tinha 32 anos e ainda não sabia o que queria ser quando crescesse. Talvez estivesse na hora.
Era uma menina em idade de mulher, refugiada em terras de faz-de-contas. Apreciadora da arte em toda a sua mais remota e espontânea manifestação, desde que sadias. Cresceu regida por Vênus e talvez por isso contava com várias derrotas quando o assunto era amor. Que mal há em amar?
O coração andava quieto e ela já nem se lembrava da última vez que o havia sentido dentro do peito achando que permaneceria assim por um longo tempo. Ledo engano, chegava o carnaval.
Ah! O carnaval... festa mundana e feliz de um povo sofrido. Ela se enquadrava nesse povo mundano sofrido e ansiava por aquela época do ano como ninguém. Com suas amigas programou apostas e corridas de maiores números de beijos, não importando cor, tamanho ou beleza. Saiu na frente. Logo ao primeiro dia disparou na contagem dos beijos desconhecidos e já era apontada como a possível grande vencedora da competição carnavalesca. Até que um olhar... não um beijo, um olhar que lhe ardia a alma surgiu entre marchinhas e fantasias. São seis anos passados desse olhar e ela agora poderia lembrá-lo como se fosse ontem. Esses clichês verdadeiros de amor.
domingo, 27 de maio de 2012
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