A Menina andava por aí. Entre mortos e feridos, ainda sentia-se viva. E bem.
Pensava que se pudesse escrever como antes, talvez melhorasse a inquietação pendente. Se não resolvesse de pronto, de certo que um pouco ajudaria.
Estava nessa de não saber o que pensar e de achar que tudo que estava ao seu redor lá estava para lhe complicar a vida. Não falava de dor, falava de amor.
Uma confusão sem tamanho. E compartilhar isso com o mundo seria assinar uma declaração de "Incapacidade de gerir sentimentos". Ela não queria que o mundo soubesse de sua fraqueza.
Ela fingia esquecer. Fingia não saber. Mesmo sendo cutucada pela Menina da Cor de Ébano o tempo inteiro. A Menina dos Óculos Vermelhos escondia-se...
Depositava os seus desejos em objetos não concretos. E talvez por sê-los justamente abstratos é que fazia, insistia. Não queria misturar carência com amor. Não queria misturar necessidade do bem-amado com carência.
As suas palavras não faziam sentido. Não mais.
Reticências.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Despedida
A menina dos óculos vermelhos andava no meio do caminho. Aquela coisa entre o ser e o estar, sabendo que poderia ser mais se a deixassem. Ou se tivesse ousado mais...
Apaixonada? Nem tanto. Mas bastava sentir o seu cheiro para que o coração tão vermelho quanto os seus óculos, lhe subisse a garganta num pulo.
Apaixonada? Nem tanto.
Esse tempo todo por nada. Pouco tempo para tudo que ainda queria que fosse.
Ah! Essas dores de amor! Havia dores de amor por todo canto e a cada olhar conhecido que trocava.
O que fazer, menina?
Em sua última noite juntos a menina sofreu. E não conseguiu segurar essa dor, que lhe saiu transbordando pelos olhos. O menino do outro lado do mundo viu e gostou.
Em poucos dias o menino se vai. E mesmo já sabendo disso de prontidão, desde o início de tudo, ela se pega a sofrer e a chorar pela separação esperada.
Apaixonada? Nem tanto.
Apaixonada? Nem tanto. Mas bastava sentir o seu cheiro para que o coração tão vermelho quanto os seus óculos, lhe subisse a garganta num pulo.
Apaixonada? Nem tanto.
Esse tempo todo por nada. Pouco tempo para tudo que ainda queria que fosse.
Ah! Essas dores de amor! Havia dores de amor por todo canto e a cada olhar conhecido que trocava.
O que fazer, menina?
Em sua última noite juntos a menina sofreu. E não conseguiu segurar essa dor, que lhe saiu transbordando pelos olhos. O menino do outro lado do mundo viu e gostou.
Em poucos dias o menino se vai. E mesmo já sabendo disso de prontidão, desde o início de tudo, ela se pega a sofrer e a chorar pela separação esperada.
Apaixonada? Nem tanto.
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