A Menina andava por aí. Entre mortos e feridos, ainda sentia-se viva. E bem.
Pensava que se pudesse escrever como antes, talvez melhorasse a inquietação pendente. Se não resolvesse de pronto, de certo que um pouco ajudaria.
Estava nessa de não saber o que pensar e de achar que tudo que estava ao seu redor lá estava para lhe complicar a vida. Não falava de dor, falava de amor.
Uma confusão sem tamanho. E compartilhar isso com o mundo seria assinar uma declaração de "Incapacidade de gerir sentimentos". Ela não queria que o mundo soubesse de sua fraqueza.
Ela fingia esquecer. Fingia não saber. Mesmo sendo cutucada pela Menina da Cor de Ébano o tempo inteiro. A Menina dos Óculos Vermelhos escondia-se...
Depositava os seus desejos em objetos não concretos. E talvez por sê-los justamente abstratos é que fazia, insistia. Não queria misturar carência com amor. Não queria misturar necessidade do bem-amado com carência.
As suas palavras não faziam sentido. Não mais.
Reticências.

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