quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Menina dos óculos vermelhos sentia-se bem hoje. O motivo não era aparente e ela mal saberia explicar caso fossem questionados os seus sorrisos. O coração estava cheio de amor, abastecido de carinho e ela tinha apenas em mente a vontade de retribuí-lo, viesse de onde viesse.
Prestativa, mais paciente, querendo ajudar sem pensar em troca. Seus pensamentos andavam mais suaves e ela já não pensava com desespero nos assuntos que ainda lhe pendiam o coração.

E quando analisava que tinha tudo para ser feliz, o sorriso brotáva-lhe dos olhos e ela já não poderia mais pensar em como não acreditar na força maior que movia os mundos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

76 dias para o final do ano, pensava a Menina. O que poderia ser feito em 76 dias? O que poderia mudar ou acontecer de novo na sua vida em 76 dias? Não tinha muitos motivos para acreditar em alguma reviravolta, até porque sua vida não estava tão ruim que necessitasse de alguma virada espetacular. Seguia o curso que havia programado desde o ano anterior e as coisas pareciam que estavam se encaixando em sua vida pessoal/profissional.
Pessoal/profissional? Sim, e nessa definição não se enquadrava a /amorosa. Ah... essa nunca estava bem. Esperava demais, ansiava demais algo que talvez nunca existisse. Talvez passasse a existir o dia que ela parasse de crer em príncipes e começasse a acreditar em bruxas.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A menina dos óculos vermelhos andava meio intrigada com a vida e com as resoluções que não conseguia tomar, com os rumos que esperava dar mas não dava a sua vida. No jogo do "deixa a vida me levar" ela aguardava ansiosa o que lhe estava reservado.
Devia haver algo. Ela sabia que decisões deveriam ser tomadas para que coisas boas pudessem acontecer e por isso andava perdida em meio a tantos pensamentos e promessas de felicidade. Cobrava muito essa tal felicidade e ela nunca que chegava.
Tinha tanto amor no coração, tanta coisa boa em seu peito para compartilhar. Magias, sonhos e promessas. Como a promessa de ser verdadeira, de não mais se esconder. Confiara em suas próprias palavras e mantinha vivo o desejo de ser ela mesma, que o seu príncipe poderia não a reconhecer se fingisse ser outra. E assim seguia.
Entre conversas, bebidas e sorrisos, conhecera um sapo. Dedicou-se ao papo sem pensar em nada, sem previsões. E foi tudo tão bom. Agora espera o sapo se transformar em príncipe. Só não sabe se o ajuda ou espera.
A bendita espera que a acompanha.