sexta-feira, 25 de julho de 2014

[Levem-me para Pasárgada!]

A Menina andava refletindo muito sobre as coisas, sobre a vida. Estava por aí até um pouco desiludida com o que via ao seu redor: uma quantidade sem fim de humanos e seus próprios umbigos. Achava isso triste, tão triste.

Para ela a vida já era  tão rápida, com tudo e todos tão cheios de pressa, acelerando e dificultando ainda mais as coisas num processo diário (e chatíssimo por sinal) que não conseguia entender o porque de tudo.

E o companheirismo, o ajudar por ajudar, o fazer o bem sem olhar a quem??? Aonde está? Aonde foi parar?

Teriam jeito? Eu ela? Teria também? E teria razão de estar assim... se sentindo assim?

Uma quantidade enorme de extremismos. Se é extremo em tudo no HOJE. No bem. No mal. Não existe o meio. E até onde a Menina conseguia enxergar, o meio era o equilíbrio de tudo. "Se estivermos no meio a gangorra ficará reta". A gangorra ficar reta era ruim assim? Nem muito de um, nem pouco de outro.

No meio não significava em cima do muro, uma "não tomadora de partidos".

Mas diz! E porque que ela tinha que escolher um lado? E porque que não podia olhar e querer o lado bom dos dois? Porque não podia ficar no meio da gangorra?

Tudo chato demais. Revoltante demais. Sacal demais!

Aonde aperta o botão pra descer? Ela quer ir embora ....