quarta-feira, 16 de março de 2016
[boa sorte]
O que ela precisa? Dar um basta em si mesma! Dizer que já deu, que já foi, que já era!
E que não adianta tentar fugir. E que de nada vai adiantar fingir que nada se passa, que nada acontece.
O que ela precisa? Ser mais lúcida, menos estúpida.
Conseguiu esconder dela, dela própria, de sua sombra, de sua consciência tudo o que acontecia até agora. E nada mais, nenhum truque vai conseguir disfarçar o que não tem mais jeito.
Em algum momento ela vacilou e deixou vir à tona. E agora tá sufocada. Tá exausta. Tá cansada desse joguinho de muitos erros.
Cansada de todo esse momento, de todo esse processo exaustivo.
Idiota. E agora é mais um ponto para a Menina velha e sozinha. Mais um ponto para a Vovó dos óculos vermelhos solitária e o seu sofá.
E a sua mente diz: respira fundo e finge que nada disso está acontecendo na sua vida! Respira e acredita que você é uma mulher assexuada e feliz!
Enfia essa cara nos contos da Disney e vá tentar conviver contigo mesma, Menina.
Boa sorte!
quinta-feira, 11 de junho de 2015
E ele por ela [?]
Talvez ela tenha feito a escolha errada. Ou talvez tenha apenas
curtido o momento e esse possa atrapalhar outros momentos melhores que
desejava ter. Agora ela sabia.
Encantada. Divinamente encantada. Ele era tudo que ela desejaria ter em sua vida. Tudo. Tudo. Tudo. Tudo nele a encantava. O jeito como se vestia, a barba bem cuidada, seus cabelos levemente jogados, seu sorriso. Eram tantos predicados e só estando apaixonada para poder colecionar tantos assim. Mas sabia que estava nessa sozinha.
Ela sabia, tudo bem, não se importava. Não sabia se ele desconfia do seu repentino interesse. Tudo bem, não se importava.
Mulheres tem o dom de se iludir. A Menina e os seus óculos vermelhos mais ainda. É muito fácil para para ela optar por adivinhar o sentimento do outro e na maioria das vezes os seus achismos eram viajantes. Quer um exemplo?
Ex.1 - Uma amiga que chega dizendo que o cara tá caidinho por ela. Você acredita. Aí você conhece o cara e percebe que a sua amiga está viajando, mas não tem como contar pra ela. E assim ela vai se iludindo achando que está abalando corações e ainda fica com pena por achar que pode machucar o menino, já que ela não sente "a mesma coisa" por ele.
Ex. 2 - Uma amiga que está caidinha por um carinha e ele por ela. Mas nuuuunca no mundo isso aconteceria. O cara só a quer como amiga e tal e tal. E você não consegue fazer enxergar (nesses casos devemos dar um toque, ao contrário do outro) que o carinha tá mega afim dela e que ela pode perder o menino se ficar nessa de que ele só quer ser seu amiguinho e o que deseja são as amiguinhas dela.
A Menina estava nessa sem saber se era o exemplo 1 ou 2. Cada hora achava uma coisa diferente. Mas no final de suas indagações, a única conclusão a que chegava era de que estava curtindo demais sentir algo por ele.
E ele por ela?
Encantada. Divinamente encantada. Ele era tudo que ela desejaria ter em sua vida. Tudo. Tudo. Tudo. Tudo nele a encantava. O jeito como se vestia, a barba bem cuidada, seus cabelos levemente jogados, seu sorriso. Eram tantos predicados e só estando apaixonada para poder colecionar tantos assim. Mas sabia que estava nessa sozinha.
Ela sabia, tudo bem, não se importava. Não sabia se ele desconfia do seu repentino interesse. Tudo bem, não se importava.
Mulheres tem o dom de se iludir. A Menina e os seus óculos vermelhos mais ainda. É muito fácil para para ela optar por adivinhar o sentimento do outro e na maioria das vezes os seus achismos eram viajantes. Quer um exemplo?
Ex.1 - Uma amiga que chega dizendo que o cara tá caidinho por ela. Você acredita. Aí você conhece o cara e percebe que a sua amiga está viajando, mas não tem como contar pra ela. E assim ela vai se iludindo achando que está abalando corações e ainda fica com pena por achar que pode machucar o menino, já que ela não sente "a mesma coisa" por ele.
Ex. 2 - Uma amiga que está caidinha por um carinha e ele por ela. Mas nuuuunca no mundo isso aconteceria. O cara só a quer como amiga e tal e tal. E você não consegue fazer enxergar (nesses casos devemos dar um toque, ao contrário do outro) que o carinha tá mega afim dela e que ela pode perder o menino se ficar nessa de que ele só quer ser seu amiguinho e o que deseja são as amiguinhas dela.
A Menina estava nessa sem saber se era o exemplo 1 ou 2. Cada hora achava uma coisa diferente. Mas no final de suas indagações, a única conclusão a que chegava era de que estava curtindo demais sentir algo por ele.
E ele por ela?
quinta-feira, 5 de março de 2015
Redes
Podia não ser a melhor fase de sua vida mas andava bem nos trilhos do caminho que havia escolhido. Voltara as boas com o seu coração, permitindo que ele saltitasse como costumava fazer tempos atrás.
Sabia amar ou pelo menos estava indo na direção certa. Essa coisa de se resguardar e não se relacionar estava fora de moda.
Amava alguém com calma, sem pressa. Amava quem lhe fazia bem. O único erro que não cometeria (novamente) seria deixar-se amar por quem não lhe fizesse bem ao coração. Ela sabia (agora) que nem só de amor poderia viver. Havia o respeito, o querer bem, o "abrir mão", o saber ser ela mesma. Tanta coisa que ela ainda não conhecia. Que ela jamais tinha sabido.
Ninguém nunca tinha ensinado isso pra ela.
Afinal de contas pra que serve o ser amado se não é pra te colocar pra cima e fazer você enxergar a vida com todos os melhores olhos do mundo?
O menino que fechou o seu coração já não existia mais em seus pensamentos. Havia virado poeira...
Ela agora era entendida com um simples alô. Pela sua respiração...
Mesmo quando tentava se enganar de que estava tudo bem, o ser amado sabia a verdade. E a colocava sempre em primeiro plano. A Menina só precisava ser amada e ele tinha a receita para isso.
O relacionamento deles não era algo que o mundo precisasse conhecer. Apesar da curiosidade alheia, optaram por ser discretos. O mundo vez ou outra atrapalhava relacionamentos.
E eles não estavam nas redes sociais. As redes que frequentavam eram de pano.
E se tudo um dia não desse certo, ela teria um amigo pra sempre.
Ele a tinha achado e com certeza não abriria mão da sua menina com tanta facilidade.
Ela precisava dele.
E essa Menina estava o fazendo enxergar que o mundo vai muito além de papeis antigos....
E viveram felizes.
Sabia amar ou pelo menos estava indo na direção certa. Essa coisa de se resguardar e não se relacionar estava fora de moda.
Amava alguém com calma, sem pressa. Amava quem lhe fazia bem. O único erro que não cometeria (novamente) seria deixar-se amar por quem não lhe fizesse bem ao coração. Ela sabia (agora) que nem só de amor poderia viver. Havia o respeito, o querer bem, o "abrir mão", o saber ser ela mesma. Tanta coisa que ela ainda não conhecia. Que ela jamais tinha sabido.
Ninguém nunca tinha ensinado isso pra ela.
Afinal de contas pra que serve o ser amado se não é pra te colocar pra cima e fazer você enxergar a vida com todos os melhores olhos do mundo?
O menino que fechou o seu coração já não existia mais em seus pensamentos. Havia virado poeira...
Ela agora era entendida com um simples alô. Pela sua respiração...
Mesmo quando tentava se enganar de que estava tudo bem, o ser amado sabia a verdade. E a colocava sempre em primeiro plano. A Menina só precisava ser amada e ele tinha a receita para isso.
O relacionamento deles não era algo que o mundo precisasse conhecer. Apesar da curiosidade alheia, optaram por ser discretos. O mundo vez ou outra atrapalhava relacionamentos.
E eles não estavam nas redes sociais. As redes que frequentavam eram de pano.
E se tudo um dia não desse certo, ela teria um amigo pra sempre.
Ele a tinha achado e com certeza não abriria mão da sua menina com tanta facilidade.
Ela precisava dele.
E essa Menina estava o fazendo enxergar que o mundo vai muito além de papeis antigos....
E viveram felizes.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
It's the climb
O mundo dava sempre voltas e parava no mesmo lugar para os
dois. Ou talvez nem rodasse tanto, continuasse sempre no mesmo lugar (e eles é
que não percebessem).
Isso não vinha mais ao caso.
O importante de tudo é que estavam sempre juntos, as vezes
como namorados, as vezes como amantes e sempre como amigos. Esse era o grande
barato desses últimos anos.
Brigavam. E como brigavam! Um queria comandar a vida do
outro mais do que podiam. Como é sempre de se esperar, a Menina, naturalmente
mais amadurecida, teimava em brigar com
esse menino. Seus óculos vermelhos vez ou outra soltavam fumaças. E a cada
briga a jura de que “dessa vez é sério e pra sempre”. A jura durava menos de
meio dia.
Uma única vez, faz mais de um ano, numa dessas incansáveis
brigas por nada e pra nada, a Menina teve a certeza do quão sério tinha sido e
soube que nunca mais seriam os mesmos um com o outro. Passaram mais de 12 horas
sem um apito se quer no celular. O dele também não apitara. Ela não queria dar
o braço a torcer, afinal nunca estava errada.
Até que em sua bolsa vibrou uma nova mensagem. As batidas
doloridas e certas dentro do seu peito davam o recado. Era ele... e ele – já
conhecendo a sua Menina – fingia que nada tinha acontecido, levantando a mão
com uma vareta e um pedaço de pano branco encardido na ponta.
E viviam nessa luta de amor e amizade. Achando que se
ficassem se escondendo um do outro, o mundo não os perceberia.
O romance nunca deixou de existir, nem mesmo quando os seus
corações estavam ocupados se dedicando a outras almas. E o respeito por essas
outras sempre presente. Eram pessoas do bem e compartilhavam no coração a mesma
certeza de que o que viviam (com os outros) era passageiro.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
[Emília e a dona Morte]
A Menina pede desculpas por ausentar-se dessas páginas por longo espaço. Vontade e inspirações não lhe faltam para que aqui retorne, mas sobra-lhe a falta de tempo.
O texto que escolheu para reproduzir em seu blog num esperado pedido de perdão, é um diálogo entre a Emília de Lobato e o Visconde de Sabugosa, de mesmo pai.
Pedindo licença, o texto
Pica-pau
O texto que escolheu para reproduzir em seu blog num esperado pedido de perdão, é um diálogo entre a Emília de Lobato e o Visconde de Sabugosa, de mesmo pai.
Pedindo licença, o texto
Pica-pau
- A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais.
[...] A vida das gentes neste mundo, Senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre? - perguntou o Visconde.
- Depois que morre vira hipótese. É ou não é?____________________________________________________________________________
sexta-feira, 25 de julho de 2014
[Levem-me para Pasárgada!]
A Menina andava refletindo muito sobre as coisas, sobre a vida. Estava por aí até um pouco desiludida com o que via ao seu redor: uma quantidade sem fim de humanos e seus próprios umbigos. Achava isso triste, tão triste.
Para ela a vida já era tão rápida, com tudo e todos tão cheios de pressa, acelerando e dificultando ainda mais as coisas num processo diário (e chatíssimo por sinal) que não conseguia entender o porque de tudo.
E o companheirismo, o ajudar por ajudar, o fazer o bem sem olhar a quem??? Aonde está? Aonde foi parar?
Teriam jeito? Eu ela? Teria também? E teria razão de estar assim... se sentindo assim?
Uma quantidade enorme de extremismos. Se é extremo em tudo no HOJE. No bem. No mal. Não existe o meio. E até onde a Menina conseguia enxergar, o meio era o equilíbrio de tudo. "Se estivermos no meio a gangorra ficará reta". A gangorra ficar reta era ruim assim? Nem muito de um, nem pouco de outro.
No meio não significava em cima do muro, uma "não tomadora de partidos".
Mas diz! E porque que ela tinha que escolher um lado? E porque que não podia olhar e querer o lado bom dos dois? Porque não podia ficar no meio da gangorra?
Tudo chato demais. Revoltante demais. Sacal demais!
Aonde aperta o botão pra descer? Ela quer ir embora ....
Para ela a vida já era tão rápida, com tudo e todos tão cheios de pressa, acelerando e dificultando ainda mais as coisas num processo diário (e chatíssimo por sinal) que não conseguia entender o porque de tudo.
E o companheirismo, o ajudar por ajudar, o fazer o bem sem olhar a quem??? Aonde está? Aonde foi parar?
Teriam jeito? Eu ela? Teria também? E teria razão de estar assim... se sentindo assim?
Uma quantidade enorme de extremismos. Se é extremo em tudo no HOJE. No bem. No mal. Não existe o meio. E até onde a Menina conseguia enxergar, o meio era o equilíbrio de tudo. "Se estivermos no meio a gangorra ficará reta". A gangorra ficar reta era ruim assim? Nem muito de um, nem pouco de outro.
No meio não significava em cima do muro, uma "não tomadora de partidos".
Mas diz! E porque que ela tinha que escolher um lado? E porque que não podia olhar e querer o lado bom dos dois? Porque não podia ficar no meio da gangorra?
Tudo chato demais. Revoltante demais. Sacal demais!
Aonde aperta o botão pra descer? Ela quer ir embora ....
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