quinta-feira, 3 de abril de 2014

[a droga do amor]

A Menina andava sumida. Voltava pra dizer que estava feliz e que era muito feliz – isso até que alguém lhe provasse o contrário. E que desejava acordar como acordou hoje e dormir como dormiu ontem todos os dias da sua vida.

Consequentemente trabalharia como trabalhou hoje e as coisas dariam certo (sempre!) pelo simples fato de que ELAS PRECISAM DAR CERTO.

É toda uma cadeia, um emaranhado incrível 
e quando a Menina achou a ponta do fio certo... ah! O caminho foi único: a felicidade! A Menina era toda poesia.

Quando a gente respira fundo E o coração dói. Uma dor gostosa de bem-querer, bem-estar. Quando a gente respira fundo 
E fica tonta E lembra E o sorriso vem E você só quer sorrir E multiplicar, multiplicar E multiplicar o que está sentindo”.

A Menina dos óculos vermelhos
 e o seu coração tão vermelho quanto estavam num estado de gozo constante que droga nenhuma no mundo seria capaz de lhe proporcionar.

Só a droga do amor. Ah... o amor.

[Suspiros]
[Suspiros]
[Suspiros]






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